Jogadores do Avaí decidem não dar entrevista como forma de protesto

Dentro de campo as coisas vão muito bem para o Avaí, que ocupa a segunda posição na tabela de classificação com 33 pontos em 19 jogos. No entanto, fora das quatro linhas a situação é bem diferente e os jogadores decidiram não mais concederem entrevistas.

O motivo do protesto é por conta de atrasos salariais. Os vencimentos de junho e julho ainda não foram quitados e nesta sexta-feira (20), vence o terceiro mês de CLT. Alguns jogadores não recebem direitos de imagem desde fevereiro.

Também há casos com atletas remanescentes da última temporada. Há uma parcela de 60% dos salários de maio, junho e julho que foram descontados da folha por conta da pandemia, mas que tiveram promessas que seriam restituídos em janeiro, fevereiro e março de 2021. Além disso, há atraso nas premiações por resultados na competição nacional.

No mês passado o elenco havia descartado qualquer tipo de protesto, como se recusarem a treinar, para não prejudicar o time dentro de campo.

Procurado pela reportagem do Globo Esporte, o Avaí disse que “trata desse assunto de forma cuidadosa e com os envolvidos diretamente”. Já o presidente Francisco Battistotti, falou que não chegou nada a ele e que o clube sempre se pronuncia sobre os atrasos.

“Tenho conhecimento apenas pela imprensa, os jogadores não me comunicaram. O Avaí é o único clube que quando deve salários aparece na imprensa. Pode buscar os outros do país, todo mundo está devendo salários”.

O Avaí abre o returno do Campeonato Brasileiro da Série B nesta sexta-feira (20), quando às 19 horas recebe o Coritiba na Ressacada. O jogo vale a liderança da competição e será o primeiro da Série B a ter a utilização do árbitro de vídeo.