Ex-técnico do XV de Piracicaba revela estar chateado com sua demissão

Um dia após sua saída do XV de Piracicaba, o técnico Tarcísio Pugliese comentou sobre a rescisão de seu contrato. Chateado com a demissão, ele afirmou que a foi exclusiva do presidente Arnaldo Bortoletto, com quem demonstrou mágoa pela condução do caso. O clube usou como justificativa a questão financeira e também as indefinições sobre a volta da Série A2.

“Estou triste e chateado, me pegou de surpresa. A gente vinha bem na Série A2, campanha inédita na Copa do Brasil. Passou esse período todo de quarentena, próximo da volta da Série A2, aí acontece uma situação dessa”, disse o treinador ao canal EPTV.

“Eu recebi um telefonema do Beto Souza, gestor, que me chamou para uma reunião com ele, o diretor de futebol, o presidente do Conselho Deliberativo, o advogado, mas sem o Arnaldo (presidente). Todos eles deixaram bem claro que eram contra a minha demissão e que foi uma decisão de fato do presidente Arnaldo”, completou.

O treinador e o mandatário do clube teriam tido um desentendimento durante uma reunião a qual foi colocada em pauta a reunião salarial do treinador durante a parada do futebol. Mas ele assegura que a questão de financeira não teve peso na decisão.

“Num momento como esse de pandemia, eu aceitei a redução salarial. Fui tratado de forma diferente de todos os funcionários, com um acerto pior que os outros, mas me propus a receber no fim do ano. Meu foco era subir o XV. Não teve questão financeira envolvida. Fiz tudo que pude para permanecer. Aceitei redução, receber depois, aí nova redução, mas acontece isso agora”, falou.

Recusou propostas

Pugliese também disse que no tempo em que esteve no XV recebeu outras propostas de trabalho, mas preferiu continuar no clube a pedido do mandatário.

“O São Bento me quis, mas fiquei a pedido do presidente do XV. Deixei de ir para o Corinthians também com o objetivo de colocar o XV na Série A1, mas infelizmente me foi tolhido de participar desse processo”.

Apesar da saída não ter sido de forma tumultuada, o treinador prefere guardar os bons momentos e deixar as portas abertas para o futuro.

“Fui muito feliz no XV. Tivemos bons momentos, principalmente na relação com o torcedor. Eu só tenho coisas boas para lembrar do XV, das pessoas, da comissão técnica, dos atletas, da diretoria e principalmente da torcida”, falou.

Versão do presidente

A EPTV também conversou com o presidente Arnaldo Bortoletto, que deu sua versão sobre os fatos. De acordo com o mandatário, o técnico queria receber durante todo o período que o torneio estivesse parado.

“Ele até podia receber mais pra frente, mas ele queria receber maio, junho, julho, agosto até terminar o campeonato. Eu falei que a gente tinha feito orçamento para dois meses, então a gente concordaria em pagar ele dois meses quando voltasse o campeonato. Mas ele entendeu que teria que pagar todos os meses”, disse.


“Nós fizemos uma estimativa do orçamento do XV até o final do ano, com a pandemia. E projetamos que iríamos encerrar o contrato, porque até novembro, nós não íamos ter condições de cumprir esse valor”, falou.