Em 2004, quatro times pularam da quinta divisão direto para a Série A3

No futebol brasileiro o que não falta são histórias de equipes que saltam de uma divisão para duas acima de uma vez, sem precisar jogar a intermediária. Em grande parte de tais ocasiões isso se deveu a confusões de regulamento ou viradas de mesa.

Mas em 2004, ano em que a Federação Paulista decidiu extinguir a Série B2 (quinta divisão) e inchar as demais, Taboão da Serra, São Vicente, SEV e Itararé acabaram se dando bem e foram parar na Série A3 de 2005 sem precisar passar pelo que é hoje a Segunda Divisão.

É importante ressaltar que nenhuma das equipes teve qualquer influencia nessa decisão da Federação Paulista, que havia sido tomada com a competição em andamento e elas acabaram sendo mais que justamente premiadas pelo desempenho que mostraram dentro de campo.]

Inchaço das divisões

Até 2001, as três principais divisões do Campeonato Paulista, além da Série B1, contavam com 16 times. Com isso, as equipes que não fizeram parte desse grupo de 64 times jogaram a Série B2, equivalente ao quinto nível.

Em 2002 veio a Liga Rio-São Paulo e a Série A1 passou a ter apenas 12 times, uma vez que São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Ponte Preta, Guarani, São Caetano, Portuguesa e Etti Jundiaí, nome do Paulista na época, foram jogar o torneio contra as equipes do Rio de Janeiro.

A Liga Rio-São Paulo durou apenas um ano nesse formado e em 2003 todos voltaram a jogar o Paulistão, que acabou sendo inchado a 21 times. A partir de 2005, foi definido que todas as três primeiras divisões do estado passariam a contar com 20 equipes cada, sempre com quatro subindo e quatro caindo.

Isso criou um efeito cascata e no final das contas “sobraram” oito vagas para a Série A3 de 2005, ou seja, metade de uma divisão. Por isso, a Federação decidiu unificar as séries B1 e B2, nascendo assim a Segunda Divisão, que é disputada até os dias atuais.

Com quem ficaram as vagas

Para não acarretar em prejuízo técnico par as quatro primeira colocadas da Série B2, uma vez que na prática todos os times que estavam jogando o campeonato já “subiriam” um nível no ano seguinte, a Federação determinou que os quatro primeiros colocados, que de início iriam para a B1, fossem diretamente para a A3, juntamente com as quatro melhores equipes da B1, como já era o previsto.

Ao final da terceira fase, Itararé e SEV (na época em Votuporanga), primeiros do grupo 9, além de Taboão da Serra e São Vicente, melhores do grupo 10, ganharam o duplo acesso. Eles se juntariam a Ferroviária, Monte Azul, ECUS e Grêmio Barueri, os quatro melhores da B1.  O Taboão ainda ficou com o título ao vencer o Itararé na final, disputada em dois jogos.

Desse quarteto quem se deu melhor em 2005 foi o Itararé, que fez uma boa campanha na A3 chegando à segunda fase após ser terceiro colocado seu grupo na primeira fase. O São Vicente por apenas dois pontos também  não conseguiu a vaga, enquanto que o SEV escapou da queda por um ponto.

Já o Taboão da Serra conquistou apenas duas vitórias, somou nove pontos e acabou rebaixado, junto com ECUS e Jaboticabal. Outro rebaixado foi a Inter de Bebedouro, que desistiu do campeonato antes do início.

Quinta divisão ia voltar em 2021

A Federação Paulista havia anunciado a volta da quinta divisão para 2021, que seria disputado por todos os times que não avançassem à Segunda Divisão deste ano. No entanto, por conta da pandemia e muitas incertezas que rodam o futebol, os dirigentes optaram por postergar seu retorno.